sempre o mesmo caminho
sempre o mesmo trajecto
mas novas pessoas se assomam...
não as tratam como pessoas,
não olham para elas como pessoas
são corpos atirados para o meio de um passeio
deambulando sem rumo, entre contentores de lixo e sacos de plástico amontoados, cheios de merda!
pois! é assim que os tratam: iguais e não os distinguem dos montes de merda!!!!!
NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
porra, são pessoas?!
olho para mim; desvio o meu trajecto
finjo que não vejo ou desvio o olhar
HIPÓCRITA!!!!!!!!
sim sou, não o posso negar! mil vezes mais hipócrita!!!
revolto-me e aspiro o limiar da ira,
mas nada faço: só constato e relato
desejando que alguém actue.
mas espera lá! a acção não deveria partir de mim também?!
HIPÓCRITA!!!!!
mil vezes hipócrita!!!
no meu passo acelerado,
corpo perfumado,
cabelo penteado despenteadamente,
roupinha engomada e imaculada,
bloqueio a realidade...
não deixo de me questionar: porque cada dia que passa aparecem mais indigentes?! penúria...
será que a teoria do outro está certa: "são espiões do pai de todos os nós!"?!?!?
continuarei a desfilar-me,
no topo da minha hipocrisia,
olhando para para cada pedaço de carne humana, atirado num buraco do passeio de Luanda, como se fosse mais uma desprezível vagem caída daquela acácia amarela...
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
pontos de interrogação com asas
encostaste a tua cabeça na almofada e olhaste para mim com esses olhos transparentes, semicerrados...
olhei para ti e cerrei os meus.
entreabri-os, voltei a fechá-los e depois, olhei para ti, vi-te e... calei o que ouvi de dentro de mim
questionaste por que razão os meus olhos estavam pregados nos teus
calei, sorri e beijei-te
ainda agora pergunto-me o que senti
ainda agora não compreendi
mas um dia me dirás
olhei para ti e cerrei os meus.
entreabri-os, voltei a fechá-los e depois, olhei para ti, vi-te e... calei o que ouvi de dentro de mim
questionaste por que razão os meus olhos estavam pregados nos teus
calei, sorri e beijei-te
ainda agora pergunto-me o que senti
ainda agora não compreendi
mas um dia me dirás
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
je t'aime like you, too

senti-me impotente e inútil ao ver a tua falta de alegria
senti que deveria dizer-te que ia correr tudo bem e que acredito no teu bom senso
senti-me respeitada e ainda assim confusa porque não entendi o que se estava a passar
senti-me amada e ainda mais protegida, mas novamente inútil: não consegui retribuir o amor e carinho que a mim dedicas
olhei para dentro desse olhos transparentes e vi uma necessidade de resolução: vi determinação
confesso que vi mais qualquer coisa que não entendi, mas no final, disseste-me que sim e eu te recebi!
para ti, por ti e por nós aqui estarei sempre, a um verbo de distância!
senti que deveria dizer-te que ia correr tudo bem e que acredito no teu bom senso
senti-me respeitada e ainda assim confusa porque não entendi o que se estava a passar
senti-me amada e ainda mais protegida, mas novamente inútil: não consegui retribuir o amor e carinho que a mim dedicas
olhei para dentro desse olhos transparentes e vi uma necessidade de resolução: vi determinação
confesso que vi mais qualquer coisa que não entendi, mas no final, disseste-me que sim e eu te recebi!
para ti, por ti e por nós aqui estarei sempre, a um verbo de distância!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
ouvindo, sonhando e cantando

ontem não me quis deixar adormecer... sentia que a cada segundo que os meus olhos se cerravam perdia mil segundos da tua companhia; mas tu estavas lá e de lá não te irias abalar...
ontem viajei contigo para o Hawai, Tailândia, Polinésia Francesa e por lá nos deixamos ficar, naquelas areias aconchegados e enconchados...
ontem deixei-me embalar nas tuas, minhas palavras e beijaste-me. e estupefacta fiquei: como me conseguiste ler!!
ontem adormeci ao som do kissange da Sara Tavares (estava na minha cabeça)
hoje cantei para ti:
"ai mô fofo
ai mô fofucho"
"sou panca por ti, meu bem
todo o dia-a-dia
és tudo o que eu queria
meu prato do dia-a-dia!"
"e é amar-te assim, perdidamente
é seres alma e sangue e vida em mim
e dizê-lo cantando, a toda a gente..."
"ai mô fofo
ai mô fofucho"
"sou panca por ti, meu bem
todo o dia-a-dia
és tudo o que eu queria
meu prato do dia-a-dia!"
"e é amar-te assim, perdidamente
é seres alma e sangue e vida em mim
e dizê-lo cantando, a toda a gente..."
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