Mergulhei sem saber o que me esperava, não importava o destino, só a viagem. O doce cantar daquela sereia me embalava e no seu murmurar eu me deixei ninar. Só queria aquele borbulhar por debaixo dos meus cabelos e nunca me perguntei porque aquele canto tão encantador veio ao meu encontro.
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Inebriada fiquei com tal canção de embalar que o som ritmado das ondas a retumbarem naquela encosta encrespada não escutei.
Tento navegar para um porto seguro, mas não avisto o ninfo-majestoso farol.
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Nesta imensidão índica, aonde a Kianda não arfa sob a minha pele, só ecoa o seu chamamento do passado. Não há canoa nem jangada, nem mesmo um ciclone que me arraste para trás, para trás da Kianda, só para que lhe possa perguntar: "Que bela melodia é essa que expiras?"

