sábado, 25 de outubro de 2008

momentos musicais

Só me lembro dos Amigos do Gaspar e do Shô Guarda:
É tão bom, uma amizade assim
Ai, faz tão bem saber com quem contar
Eu quero ir ver quem me quer assim
É bom para mim e é bom pra quem tão bem me quer
Alguém se lembra?!
Também serve Balão Mágico:
Mas se é amigo
Não precisa mudar
E é tão lindo
Deixa assim como está
E eu adoro, adoro

afogo-me num chuveiro

e porquê é que me deixo estar?! e porque é que não pego em mim e deixo que aquela água fresca percorra o meu corpo?! que cada gota penteie-despentei-penteie-despenteie o meu cabelo consoante vou balançando a minha cabeça ao ritmo da precursão que a água perpetra no fundo do meu cérebro... se ela me ajudasse a acordar...
canta no meu ouvido, entupido de cera que me impede de ouvir o que há muito tenho que ouvir!
desfaz as algemas, tal papel, que há muito e ficticiamente amarram as minhas mãos - não têm atitude!!!!
descola os meus pés, desse funge que há muito grudou na sola das chinelas e que falsamente me impede de ir no encalço daquela que há muito vi e finjo que não existe, mas sim só para os outros - a esperança existe para todos, só temos é que saber ter coragem e abraçá-la como o se fosse o nosso mais amado ursinho de peluche...
faz fluir por dentro mim, pelos meus vasos de (n)linfa, o amor que por mim deveria nutrir e subtrai-me esta letargia.
água do bengo em mim, sobre mim e sob mim... boio os meus pensamentos tal banho-maria. não hão-de cozinhar, talvez passarão do prazo, mas não deixarão de ser ideias cuja coragem faltou para as concretizar.
corpo limpo e são;
mente conspurcada e pútrida

domingo, 19 de outubro de 2008

apatrida com pátria

um cachecol sobre um tabelier...
pensar que nunca o faria com a bandeira da minha pátria; pensar que não me seria permitido fazer com a bandeira da minha terra. porque me é retirado o direito a amá-la só porque quem me gerou, aqui não foi gerado nem criado?! não foram, nem gerados nem criados mas amam-na e ensinaram-me a amá-la e respeitá-la, igualmente...

não reconheço noutra, o calor que os meus pés transmitem ao meu corpo quando a sua poeira, deliberadamente, penetra pelas costuras dos meus mocassains (sei lá se é assim que se escreve!!)

não reconheço noutra, a sinceridade de um sorriso de um desconhecido na rua...


tal como Lueji, também sinto no meu sangue, na minha pulsação, a ritombar do batuque, tal a vibração das palhetas do kissange; na minha pele, as notas do reco-reco a saltitarem por cada seu milímetro quadrado: rek-rek rek-rek rek-rek-rekkkk...


porque dizem/pensam que não posso cantar, com os olhos marejados, "Angola no coração" ou traulitar "vou falar-vos de uma nova terra, agora sem guerra, angola... do meu coroção"?!?!?

digo sem medo: estou "perto de quem eu sou" e nunca ninguém me vai tirar isso

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

blogo ou não blogo? that is the question! part I

e porquê? e porquê é que uma pessoa cria um blog!? ou então, porque é que eu criei um blog? não será certamente para que um mirone descobrisse as minhas fabulásticas publicações e me viesse enganar dizendo que os textos são os melhores que ele leu! (só estou a fazer merda!! estou cheia de sono e então já troco as letras de ordem e vou comendo palavras, mas continuando...) espera lá... em boa verdade toda a gente gostaria de ser descoberta como sendo um génio de qualquer porcaria - eu não me importaria de ser o da lâmpada mágica (mas aí tinha que sofrer uma recauchutagem e bate-chapas, em cada milímetro quadrado da minha pessoa, para não afugentar os potenciais clientes) - mas eu tenho consciência dos dotes que não tenho! portanto... pulando essa parte...
será que criei este blog, ainda por cima com uma identidade falsa, para por-me a descoberto?! e quem se interessará?! ninguém! nem aos meus amigos eu estou a dizer qual é o meu blog!! portanto, nem eles vão ler! ehehehe
muitas das vezes pergunto: "o que o mundo ganha com a minha existência?!" "o que eu lhe devo dar em troca por ele ainda me manter viva?!"
(estou mesmo com sono, amanhã acabo!)

resumo das emoções do dia 17 de Outubro de 2008

hoje descobri que se tivesse nascido com a língua bífida, uma pele escamosa, mais ou menos da cor dos meus olhos e se me arrastasse, não poderia ser um ser mais condizente com uma faceta que assumi ter... a bem ver, acho que faltava cuspir (das duas três) ou cianeto ou soda cáustica! sim! hoje "confirmei-me" que se tivesse nascido um ser híbrido, mutante, uma pseudo-cascavel, mas falante e pensante (nem tanto às vezes) teria bastante sucesso no seio da camaradagem hadesiana!
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hoje, as lágrimas vieram-me aos olhos quando me disseram que a cadelinha da minha amiga estava fora de perigo
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e volto a repetir (não para ti, mas para o outro que está ao teu lado): no dia em que escrever um livro ele há-de se intitular "As mulheres são burras e os homens não prestam" e nada de plágio, porque os meus amigos já sabem disso, serão minhas testemunhas! :o)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

saudades de ser a outra

ao ler as tuas palavras, tenho saudades das que escrevias para mim. no meu mundo de ilusão, continuo a desejar que, as que ocultamente expuseste ao mundo, eram para mim.
tenho saudades de quando tinhas medo, mas ainda assim deliciavas-me, porque também a mim te dedicavas (e não só a ela)...
espalhas por todas as artérias que consegues, essas tuas letras, essas tuas palavras, essas tuas orações, essas tuas frases, esses teus incontroláveis parágrafos... difundes isso tudo por esse teu sangue ve(ne)noso; atinges-me, absinto? adrenalina? cianeto? hidromel?...
confundes o meu espírito falsamente (in)quietado; confundes, e não, a quem obrigas a ler as tuas missivas! mas porquê?!?! e para quê?! eu não me importava que submergisses, novamente, no estágio de eternamente insatisfeito de ... (e se possível fosse, obrigava-te!!!)
não daria trabalho; não seria cansativo! SERIA SIM!!! sempre…sempr e… semp r e… sem p r e… se m p r e… s e m p r e… zzzzzzzzz
não posso pensar mais, não quero desejar mais
preenche-me como o OM preenches

domingo, 12 de outubro de 2008

tipo que vou à praia...

... e na minha cabeça, em uníssono com a sua dor, só umas palavras gritavam: "porra para estes cabrões!!!"

eu também tenho carro, há dias que me mato para arranjar um buraco para lá enfiá-lo, mas nem por isso preciso de obrigar um estupor a buzinar incessantemente, às 8h30 da manhã de um domingo! enfim...

era suposto prepara as cenas e arrancar para a praia;
era igualmente suposto ter força anímica para sair da cama (uma grua seria uma ajuda muito bem vinda)!
era suposto estar a sorrir, mesmo com o dia cinzento que se adivinhava por de trás das cortinas brancas (que estão mais para o bege de tanta poeira)...
era suposto arranjar um programa para o dia de hoje, cadê a vontade?!
  • a lâmpada do meu quarto não reagiu no momento em que premi o interruptor - mais um domingo, mais um dia sem luz;
  • tenho que ir trabalhar...

sábado, 11 de outubro de 2008

primogénita

não sei o que dizer de ti, só sei que voltou a mim a vontade de materializar alguns dos meus pensamentos. é certo que, de alguma maneira foram induzidos pelas palavras de outros, palavras essas que fui lendo...
tu representas o "um, dois... som, som" susurrado a um microfone; digamos que és um "test sound". não queria que te sentisses ofendida/diminuida por te tratar como rascunho, mas diz-me, o que seria da suposta obra-prima se não tivesse a primeira prima: o rascunho (ou será que deveria ter referido, a rascunha?! agora fiquei meio baralhada)?...
tenho sono.
tenho que me deitar; só não poderia deixar de te apresentar ao mundo...