domingo, 31 de maio de 2009

nova lei da anatomia feminina

sobre uma mesa de vidro temperado, brindado pequeno almoço com cornflakes, foi descoberta uma nova lei: by madrinha e afilhada!

qualquer mulher que tenha as suas dimensões do corpo proporcionais, consegue com um braço e uma das mãos tapar os seus melões suculentos e com a outra mão o triângulo de fogo!

donde inferíamos que as duas somos desproporcionais: nem com duas mãos iríamos privar os voyeurs de apreciarem as nossas pommes apetecíveis!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

um livro com uma capa bonita

Ontem encontrei um livro novo.
A capa é muito interessante, mas o conteúdo é desconhecido e nem apresentava prefácio!
Tem um tanto de comédia e outro de algodão (ou será lã?!) não sei… só sei que as suas palavras têm algo de inebriante!
Continuarei a lê-lo…Mais capítulos virão e com eles o desenrolar de toda a trama escondida… (de que é que ele falará?!)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

relato de uma gaja cheia de sorte

decididamente, tenho que matar alguém!!!
poh!! acho que uma gaja não merece tanto azar em menos de meio ano!!!
tudo começou com a passagem de ano, quando alguém resolveu desbundar maquilhado às custas dos meus mambos...
depois veio alguém e desligou a minha ficha, em Fevereiro...
Março, quase que passei impune, não fosse o cancelamento da trip para a Sin City;
já Abril não foi assim tão generoso, pois fui brindada com o vidro do meu carro partido...
Maio, o mês generoso: torci o pé, a viagem para CV foi cancelada e agora tive direito a um pé engessado!
oh vai ter azar para os raios-que-te-partam minha filha!!!
ninguém merece tanta sorte!
menos mal: estou vivinha da silva!!! :o)

para o Migas

Dói ter pertinho do coração pessoas que não podes ajudar (ou não se deixam ser ajudadas)…
Dói ver dor e sofrimento!
Dói ver silêncio!
Dói receber respostas monossilábicas!
Dói ouvir-te assim, tão macambúzio!
Dói não poder estar contigo!
Dói não poder te carregar nos meus braços e ninar-te!
Dói não poder abraçar-te e transferir para mim toda essa tua tristeza!
Dói não conseguir acender qualquer lâmpada no fundo do teu túnel!
Dói ver-te a afastares-te; rompida a minha rede de salvação…
Dói estares aí e eu aqui, sem nada poder fazer por ti…

segunda-feira, 25 de maio de 2009

saudades de quem um dia eu fui

Nunca tiveste saudades da alegria que em tempos tiveste?! Talvez um pouco associada à ingenuidade / ignorância que só a infância e juventude possuem, mas de qualquer das maneiras, que te preenchiam com uma alegria inquestionável?! Um sorriso e vontade de viver constantes?!

Há vezes que tenho saudades do meu sorriso. Não o sorriso da minha adolescência! O sorriso de há cinco anos atrás, por não saber o que não era não ser amada, por quem, supostamente nos deve amar incondicionalmente.

Não há procura que nos valha, enquanto não assumirmos para nós próprios quem somos e o que de nós pretendemos! A única coisa que, por enquanto sei, é que gostaria de poder sorrir e rir como o fazia; ser genuinamente feliz e amada, não falsamente acarinhada e mimada e menos ainda dissimuladamente radiante.

Esforço-me como o primeiro sol de uma primavera aparecida, por romper as teimosas e insistentes nuvens vindas do recém-extinto inverno, só para que de mim irrompa a energia de lutar por mim e para mim.

Tenho saudades de ser como era e o mais insano: já não me lembro de como era, só me recordo que era feliz e burra! Ainda assim, a minha racionalidade e essa nostalgia coexistem…

assisto de camarote

E assisto de camarote!
É bonito de se ver, apesar de não perceber metade dos meandros da situação. Percebo que alguma coisa se passa, mas não saberia fazê-la. Eles entendem-se; eles de uma maneira, só deles, apreciam-se; eles não percebem o que um e o outro sentem; eles não percebem que estão na mesma onda; eles não percebem que querem o mesmo e que se dedicam a momentos clonados.
Não digo que é amor, pois eu própria não sei o que isso é muito menos o que represente, como se apresenta. Digo que é empatia, entendimento e entretenimento…
Apesar de gostarem bastante de café e de um copinho de leite bem fresquinho, não há qualquer galão escuro à mistura: eles serão certamente a mistura. Proporcionarão a verdadeira mistura?! Não sei, só um e um decidirão fazer dois, por eles próprios… creme de moca, bem docinho; divertido nas suas piruetas.
O sotaque dos maconginos é perdido nas conversas travessas, nos trejeitos lânguidos lançados por cada um. Temerários, receosos, cautelosos? Não sei…
Continuarei a assistir de camarote, mas mil vezes desejaria ter um intérprete / tradutor / instrutor ao meu lado. Um dramaturgo para a minha vida. Talvez assim, um dia, poderia ser eu a actriz principal. Até lá estarei presa neste eterno lago dos cisnes, fascinada pelo bailado alheio…

sábado, 23 de maio de 2009

directamente para ti

Agora vou escrever directamente para ti… já vão duas vezes, no mesmo dia que acordo a pensar em ti, mas não meramente uma lembrança vazia… não! Sinto um desejo a fluir de dentro para fora de mim, que os meus lábios encontrem os teus, que as tuas mãos circulem preguiçosamente pelos contornos avultados do meu corpo e assim os resgates da dormência que os possuem, de há muito não usufruírem de luxúria descontrolada…
Dispenso os toques profissionais, exijo que deixes de parte o discurso infundado de um incesto iminente! Merda para isto!!!! Que nunca um irmão pensou em beijar uma irmã pelo simples facto de ela ter uns lábios carnudos, brilhantes e apetecíveis! Porra para ti por parecer que negas um desejo que não é unicamente meu!!! Porra para tudo: uma mirada tua não me veste de mulher, não transfere a ideia de me quereres ter, de me possuíres, de me envolveres com esse emaranhados de pensamentos e perdê-los descontroladamente no momento em que os nossos dois seres se encontrem e os nossos suores, nossos odores, nossos fervores se fundam… corpos lascivamente, balançando ao ritmo de uma música só nossa; danças a contra-tempo tal a rebentação de uma onda em maré baixa…

Frustração eminente: não há qualquer yin e yang… o teu amor já o tenho, não o teu coração, a tua alma, a nossa recompensa por nos “domarmos” e nos dominarmos.
Abandonaria, aqui e agora todo este libido que me preenche; votaria ao esquecimento todo e qualquer lampejo do teu corpo sobre o meu, prensado contra a minha cútis histérica… se ao menos as minhas palavras me roubassem este espírito diabólico, se com elas ficasse mais pobre de desejos fulminantes… escreveria até as minhas mãos ficassem ressequidas, clamando por misericórdia, a minha mente esgotada de vocabulário, de fantasias desapossada!

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Grito desesperadamente!!! Preciso de alguém que me ame genuinamente, que me permita amar sem temer qualquer rejeição. Não preciso de ti! Preciso de mim, fora de ti. Sai de mim!

Olho para o meu corpo, como raramente o faço. Olho para o meu peito, para as minhas mamas, imagino as tuas mãos cuidadosamente nelas encaixadas: substitutas perfeitas ao meu soutien. As tuas pernas, abarcando as minhas: saia com o corte mais perfeito definindo a minha cintura, desenhada à medida…

Já chega, não quero lágrimas…

quarta-feira, 13 de maio de 2009

e ali estavam eles

beijos brindados com a saliva mais doce
corpos deslizando um sobre o outro, expirando o suor mais escaldante
cabelos gotejando lágrimas de prazer, que lavam a alma de qualquer pecado
luxúria? prazer? tesão? paixão? não se sabe...
mãos que penetram nos cantos mais obscuros;
línguas que degustam todos os sabores exalados por peles em plena erupção de desejo
exaustão
respiração ofegante, abrandando
pele latejando, arrefecendo
corpos se esquecendo...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

não bateu à porta, entrou só

aclamada Iolanda em mim: que brades as quatro céus e justifiques o porquê..
Por isso às vezes sei que necessito
Teu colo, teu colo
Eternamente teu colo


abandonada Iolanda, largada, esquecida a um dos quatro cantos do meu quarto...
Me abres o peito quando me acumulas
De amores de amores
Eternamente de amores


desespero de um socorro e não de uma mera rosa branda atirada pelos ares do nº 70 daquela rua na vila alice. dá-me a tua sabedoria, ajuda-me a cantar contigo...
começar de novo
e contar comigo
vai valer a pena ter amanhecido
ter me rebelado
ter me debatido
ter me machucado
ter sobrevivido
ter virado a mesa
ter me conhecido
ter virado o barco
ter me socorrido
começar de novo
e contar comigo
vai valer a pena
ter amanhecido
sem as tuas garras sempre tão seguras
sem o teu fantasma
sem tua moldura
sem tuas escoras
sem o teu domínio
sem tuas esporas
sem o teu fascínio
começar de novo
e contar comigo
vai valer a pena ter amanhecido
sem as tuas garras
sempre tão seguras
sem o teu fantasma
sem tua moldura
sem tuas escoras
sem o teu domínio
sem tuas esporas
sem o teu fascínio
começar de novo
e contar comigo
vai valer a pena
já ter te esquecido