segunda-feira, 25 de maio de 2009

saudades de quem um dia eu fui

Nunca tiveste saudades da alegria que em tempos tiveste?! Talvez um pouco associada à ingenuidade / ignorância que só a infância e juventude possuem, mas de qualquer das maneiras, que te preenchiam com uma alegria inquestionável?! Um sorriso e vontade de viver constantes?!

Há vezes que tenho saudades do meu sorriso. Não o sorriso da minha adolescência! O sorriso de há cinco anos atrás, por não saber o que não era não ser amada, por quem, supostamente nos deve amar incondicionalmente.

Não há procura que nos valha, enquanto não assumirmos para nós próprios quem somos e o que de nós pretendemos! A única coisa que, por enquanto sei, é que gostaria de poder sorrir e rir como o fazia; ser genuinamente feliz e amada, não falsamente acarinhada e mimada e menos ainda dissimuladamente radiante.

Esforço-me como o primeiro sol de uma primavera aparecida, por romper as teimosas e insistentes nuvens vindas do recém-extinto inverno, só para que de mim irrompa a energia de lutar por mim e para mim.

Tenho saudades de ser como era e o mais insano: já não me lembro de como era, só me recordo que era feliz e burra! Ainda assim, a minha racionalidade e essa nostalgia coexistem…

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