- Aquilo que NÃO aconteceu: quando o marido chega a casa encontra a mulher completamente descascada; cabelo no ar e todo desalinhado, tipo uma vassoura que já varreu o Mutu inteiro; cama toda amarfanhada; no quarto paira um odor a mofo melado, mesclado de suores viscosos e ele pergunta: “Quem é o mwadiê qui ti trepô?!?! Mi respondi!!!” e ela responde: “Ninguém ‘mor!!! Eu só si preparô pra você meismo!!”…
- Aquilo que ACONTECEU entre a mocinha que queria o emprego de secretária e o big boss que queria aliviar a te(n)são…
- “Pai, o que é sexo?” coração dispara, dois olhos esbugalhados, suores frios, as forças das pernas bazaram, a voz também… “é muito simples” diz a prima mais velha, “tu tens os meninos que são do sexo masculino, porque têm pilinha, e as meninas que são do sexo feminino, por que têm uma caxinha!”…
- Aquilo que não anda a acontecer, para ele: Pau feito, o dia todo – qualquer gaja que passa, boa ou não, basta ter um decote que mostre aquele par de mamas, “do pato” ou aquela bundona que só apetece enterrar a cara, já é motivo para sujar as “boxas” quatro ou cinco vezes…
- Aquilo que não anda a acontecer, para ela: Cara trancada – nunca ri!, bué de borbulhas, pele de velha, manda qualquer um(a) ir à merda! E o resto das mulheres do escritório “ô lh’odeiam, ô querem lhi distruí”!...
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Sexo:
sábado, 18 de agosto de 2012
Quando a alma falou
Na tristeza me deixo afundar... Estico os braços, numa tentativa, vã, de me segurar a alguma coisa e me ajude a erguer e fugir deste meu estado desconectado. Mas sem sucesso.
Sinto o meu corpo a arrastar-se, logo atrás vem uma sombra, acho que é a minha alma. Numa tentativa de se manter intacta, fugiu deste corpo desvitalizado. Acho que lhe resta alguma esperança, por isso que dali não sai: do raio de acção daqueles fracos batimentos cardíacos. Será que é esse tum-tum que a mantém de pé e com essa sombra tão negra e carregada?
Quero notícias do além, do aquém... Ainda assim, me sinto anestesiada pelas questões que me assaltam, pelas dúvidas, pela perplexidade... Parece que pegaram em todos os meus pensamentos e os atiraram para cima de uma mesa, misturados tal as peças de um puzzle por montar.
Já não sei o que é certo e o que é errado. Já não sei quem está certo e quem está errado. Só sei que estou no mundo errado e não estares aqui também não é certo.
As nossas palavras não nos deviam trair; deveríamos ser mais fortes que as nossas emoções e menos ainda deveríamos deixa-las ganhar as nossas batalhas. Porque não temos tradutores dos nossos pensamentos? Seria tudo tão mais simples, tão mais fácil...
Afundo novamente, não sei aonde estou, não sei com quem estou. Este corpo aqui ao lado, não é o meu e o que é meu quero-o de volta...
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Amesterdão by Bia
Perdida entre trams, navegando sobre os canais e inebriada pelos aromas desta cidade me encontro. É linda e dou comigo a pensar de como seria há três ou quatro anos atrás.
Hoje aqui estou, procurando brasões para tentar adivinhar os ofícios de quem um dia ergueu tal casa navegante. De pensar que se voltar cá daqui a uns aninhos e olhar para a mesma casa, irei perceber que já baloiçou para outra freguesia, maravilha-me! Há cidades que literalmente, têm movimento!
Entre sexshps e comida italiana, fugindo ao tram e encarnando o espírito de mumuila, dançando ao som das campainhas das bicicletas, olho para um canto e desejo que também estivesses naquele flash; perdido entre Van Gogh; escutando atenciosamente o que foi ser Anne Frank (será?! Confesso que disso não tenho tanta certeza; se calhar seria uma autêntica chatice?)...
Lamento... Anseio... Chego ao limiar da tristeza, mas logo arrebito pensando: um dia!
O meu corpo apela ao descanso e depois de muito caminhar, dar-lhe-ei a recompensa merecida. :-)
segunda-feira, 9 de abril de 2012
O pardal que ali ficou
Está uma flecha na asa do pardal. Também lhe cortaram o bico...
O coração está espremido e o suco que dele sai sabe a dor, a angústia e também a fel...
Não consigo expressar o desamor, o desconsolo e o desgosto...
Precisa de um curativo, de um abraço, de alento, de um grito.
Estranha maneira de se cuidar de um papagaio! Em vez de largado ao vento para expelir todas as cores que o libertará, não! Está aprisionado, encarcerado, engolido num mundo a negro, cinza, sem branco...
Não há paz no meio destes dois mundos, porque o pardal está sem bico, não canta a sua tristeza nem alimenta o seu frágil corpo de asa destroçada; o curandeiro não entende o seu sofrimento, simplesmente fica ali: inactivo, coagido à impotência, submerso no desgosto do silêncio da ave ferida...
Largados às suas sortes, encostam-se nos seus cantos, e sugam o suco da dor, da angústia, de fel.
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