quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

crónica de uma morte anunciada by Bia


e num acto de coragem (ou teria sido de despero) enviei uma missiva cujo o conteúdo relatava um ínfima parte do sufoco e turbilhão de ideias que me atormentam o espírito!
como se de um harakiri se tratasse, esventrei o meu coração e expus parte do que sinto e que não compreendo. exigi respostas, que não é meu de direito exigir, numa esperança (talvez vã) acedam às minhas preces mais ocultas; almejando que, com estas, o mundo mude ou que ele me mude e esclareça de uma vez por todas...

em boa verdade, sei que o retorno será um tsunami de mim para mim... em que só a minha ilha de sentimentos será atingida e o meu Wilson (esvaziando-se e esvaindo-se) naufragará dentro de mim...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Janus: possui-me e resgata-me!

E não deixo de ter vontade de ir para uma casa, um lar que seja meu e que me pertença realmente, aonde me sinta a fazer parte e não mais uma alienígena, uma intrusa... Um espaço que o meu corpo, o meu ser não se sintam rejeitados por si próprios...

preciso de me encontrar nos olhos e nos abraços de alguém, no aconchego de um sofá que (re)conheça a forma do meu corpo... uma almofada que se molde ao aproximar da minha cabeça e que a cada lágrima minha exale o meu aroma favorito, só numa tentativa de me reavivar, revitalizar...

não quero mais esta sensação de pouco ou nada ter que seja realmente meu... não quero mais a sensação de que tudo o que possuo seja emprestado ou por ter sido adquirido por solidariedade (que sei que não é verdade!).

quero aceitar e reconhecer nas minhas entranhas que sou digna do amor dos meus amigos e não mais fustigar a minha mente com família que não tenho...

não quero mais que a cada minuto que me aproximo do Natal me sinta mais igual ao papel de embrulho depois da meia noite de 24...

quero um um aconchego meu (e só meu) e senti-lo como tal... cheiro a canela e fruta fresca



Home
Michael Bublé

Another summer day

Has come and gone away
In Paris and Rome
But I wanna go home

Maybe surrounded by
A million people I
Still feel all alone
I just wanna go home
Baby I miss you, you know

And I've been keeping all the letters that I wrote to you
Each one a line or two
"I'm fine baby, how are you?"
I would send them but I know that it's just not enough
My words were cold and flat
And you deserve more than that

Another airplane
Another sunny place
I'm lucky I know
But I wanna go home
I've got to go home

Let me go home
'Cause I'm just too far
From where you are
I wanna come home

And I feel just like I'm living someone else's life
It's like I just stepped outside
When everything was going right
And I know just why you could not
Come along with me
'Cause this was not your dream
But you always believed in me

Another winter day has come
And gone away
And even Paris and Rome
And I wanna go home
Let me go home

And I'm surrounded by
A million people I
Still feel alone
Let me go home
I miss you, you know

Let me go home
I've had my run
Baby, I'm done
I gotta go home

Let me go home
It all will be alright
I'll be home tonight
I'm coming back home

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O mundo é de nós dois

Para o Meu Scrat!
E volto a dizer: a esperança é a última a morrer! :)

Alcione

Esse nosso amor é a perfeição
É a união do lado erótico sentimental
O nosso amor nasce cada dia melhor

Quando eu entreguei meu coração não imaginei nem mesmo 10% da emoção
que eu ia encontrar
Eu enlouqueci de paixão

E foi assim que achei o meu caminho junto de você
E mergulhei sem medo de me arrepender
Amei primeiro e fui pensar depois

Ah! E foi assim que toda minha vida se modificou

Jamais fui tão feliz do jeito que eu estou
O mundo é de nós dois


Você e eu qualquer lugar é lindo
Eu só me lembro de você sorrindo

Eu não me canso de dizer bem-vindo o nosso amor

Eu sem você qualquer lugar é triste
Minha alegria diz que só existe pra você, em você, com você, só você é meu amor...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

a água não passa duas vezes por debaixo da mesma ponte

não te quero longe de mim mas menos ainda te quero pertinho de mim...
não te quero no meu pensamento mas o meu pensamento não sai de ti!
sei que não te vou esquecer, mas vai passar, como tudo passa
no próspero ano já não lá estarás
nas lembranças do ano transacto ficarás!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

publicidade enganosa

escrevo a verde porque dizem que é a cor da esperança!

o assunto cheirava a esperança e libertou dentro de mim uma série de borboletas!
o conteúdo, foi pior que uma rede para os belíssimos seres voadores!
como se elas se dirigissem para a fritadeira eléctrica, atraídas pela luz mais bela!

senti-me a afundar naquelas palavras desenhadas, apesar de que no fim ter uma pequena bóia de salvação: "te adoro de verdade", como se de um pedido de desculpas se tratasse, por não ser mais gajo e assumir que tem amigas e que é um direito dele!
Na hora não me soou a cobardia, mas agora sim!
na hora quase que me senti triste mas agora penso: não é minha maka, não a quero para mim! quero-o para mim, há muito tempo e tal como esperei até hoje, esperarei até ao dia que ele há-de vir atrás de mim!

até lá, só digo: what a fuck (em honra da afilhada!!) e mais: "nô se mete lá!!"

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

a explicação que ficou no lado da porta trancada

ia-te explicar porque te convidei para passares o Natal comigo, mas não consigo
ia-te explicar porque penso em ligar-te de cada vez que acontece uma coisa funny, mas evito
ia-te explicar porque me desligo de ti, e por isso não insisto
ia-te explicar porque queria que lesses isto, mas de ti a informação omito
ia-te explicar porque tenho saudades de conversar contigo, mas a justificação reprimo
ia-te explicar porque quero estar contigo, mas do desejo me esquivo

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

parte um do check-list dos "must be"

tem que ser meiguinho e carinhoso (sim precisa de ter muito mel!) e dar abraços
tem que ajudar nas lides de casa e tem que saber ir às compras sozinho!
tem que me ensinar coisas e tem que me dar a oportunidade de ter discussões inteligentes com ele
tem que saber dançar e gostar de música
tem que me fazer rir
tem que gostar de praia e viajar de carro
tem que gostar de fotografia
tem que gostar de jogos de tabuleiro e beber shots
tem que me obrigar a fazer coisas arriscadas
tem que me obrigar a falar de mim e ouvir-me
tem que me deixar ajudá-lo
tem que me obrigar a calçar sapato alto e pôr maquilhagem
tem que gostar mais de rádio do que de televisão
tem que ser bondoso (mas mais firme do que eu!)

infelizmente só me lembrei de ti... e olho para o esquilo do Ice Age com nostalgia...

mission not accomplished

numa tentativa de escrever algo que preenchesse mais o meu digníssimo blog, escrevi, apaguei, voltei a escrever e voltei a apagar! tal como me disse o meu amigo: "diz que há um camarada chato que não te deixa concentrar!" é bem verdade, mas não é completa! completando a verdade: queria escrever qualquer coisa alegre, algo parecido ao amor! talvez algo mais quente, com mais gindungo... mas nada! estou oca de ideias e aparentemente de sentimentos também...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

a luz que não veio, a lâmpada que se acendeu!

hoje tive saudades de escrever: de quando me dedicava a palavras eróticas, descrições prazenteiras e perigosas...
hoje estive à espera duas horas por uma pizza que não veio, mas isso não me chateou...
hoje ouvi palavras que não queria ouvir, segredos que não são meus, mas que obrigatoriamente se tornaram meus também.
hoje acordei com desejo de ter a minha cama ocupada com um corpo: perfeito pó ABC para o meu...
hoje deixei-me levar no silêncio e estranhamente estou bem!
hoje lembrei-me do conceito de bem do povo! transmiti-o, ri-me dele e tomei noção que o tenho de aplicar...

ontem, perdi um co(r)po: copozificação de um sportinguista!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

mente muito bem, quem diz que me ama

alguém resolveu brincar com o meu coração, e a sensação não é nada boa...

três personagens, três situações menos felizes, três sentimentos igualmente desagradáveis...

não quero que me dêem a entender que talvez exista alguém que me estime...
não quero que me digam que regressarão para mim, mas para casar...
não quero que fantasmas de um passado bem distante e mais do que enterrado, me retire do sossego que, mal ou bem, vou conquistando...

não quero ilusões
não quero falsas esperanças
não quero desassossego, quero tranquilidade e que me deixes em paz!

vou aprender a sentir o amor por mim mesma, porque assim o quero e preciso.
vou fugir da minha ingenuidade e correr atrás do meu EU!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

três motivos pelos quais Angola não tem tsunamis, terramotos e ciclones

episódio 1
um cabrão, filho de uma égua, mal parido de um motoqueiro a andar no meio da estrada a vir em direcção a duas pessoas, uma delas com um bebé ao colo e simplesmente não se desviou! quando as lesadas começam a insultá-lo e mandar-lhe ir para o canto do mundo mais adequado à figura hedionda que ele é, rebenta com essas: "estou na estrada!! porque não andam não passeio?!" Mas será que o cachorro não viu que os passeios estavam lotados com carros estacionados?!?! será que filho da p#t@ não tem qualquer noção do valor da vida humana?!?!?!

episódio 2
para se fazer inversão de marcha, numa zona aonde não há proibição para tal, qualquer impedimento legal, é necessário pagar-se 100 AKZ porque uma personagem com traje da polícia, mas outro estupor qualquer assim decidiram!

episódio 3
é hora das lojas do Belas fecharem e de arrasto as portas também, ficando só algumas abertas. estão três pessoas a dois metros de uma das portas e aceleram o passo para apanharem ainda uma das portas abertas. pois o ser iluminado, que está a olhar para nós, fecha-nos a porta na cara e diz: "têm que dar a volta!"...


não precisámos de catástrofes naturais... já temos seres de natureza catastrófica que nos chegue para acabar com a humanidade...

sábado, 10 de outubro de 2009

Ritmo sem pés

Estou condenada à minha solidão

Abandonada por quem não tenho

Desprovida de companhia que nunca houve

Desemparelhada de parceiro inexistente


Presa no aconchego do “meu” apartamento

Sufocando na minha doce almofada

Cegando defronte do meu aspirador de palavras digitais


Tento combater com os Ex-combatentes do Paulo Flores

E pelas suas palavras e melodias me deixar levar

Embalar-me entre camaradas Kill Bill e Hoji a Henda

Sembando com a Dona Maria Luísa e no meio das cores da sua blusa

E Morro Bem…


Uma morte vegetativa


Queria sentir, entre cada costela, todas as gotinhas de suor a que tenho direito

De tanto gingar, sembar, sambar, salsar, kizombar, VIBRAR

Regressa a mim energia, falta de receio, imaturidade e naturalidade


Tenho saudades de ti, meu ser que há muito não te vejo, não te sinto

Sussurra e bafeja o roçar do teu reco-reco no meu corpo e revitaliza-me

Alma minha que te foste, sede a que me votaste

De voltar a ser a Bailarina

cantarei ou não?

disseram-me para a ouvir com ouvidos de ouvir (e não simplesmente com as orelhas!) :)

não sei se estou escondida/retratada nessa amalgama de palavras, mas admito que algumas me lembram das resquícios do que fui e não quero mais ser... apreciem

Adele: Right as Rain

Who wants to be right as rain
It's better
When something is wrong
You get excitement in your bones
And everything you do's a game
When night comes
And you're all on your own
You can say I chose to be alone
Who wants to be right as rain
It's harder when you're on top.

Cause when hard work don't pay off
And I'm tired, there ain't no room in my bed
As far as I'm concerned
So wipe that dirty smile off we
Won't be making up I've cried my heart out
And now I've had enough of love

Who wants to be riding high
When you'll just crumble
Back on down
You give up everything you are
And even then you don't get far
They make believe that everything
Is exactly what it seems
But at least
When you're at your worst
You know how to feel things.

See when hard work don't pay off
And I'm tired, there ain't no room in my bed
As far as I'm concerned
So wipe that dirty smile off we
Won't be making up
I've cried my heart out
And now
I've had enough of love

Go ahead and still my heart
To make me cry again
Cause it will never hurt
As much as it did then when
We were both right
And no one had blame
But now I give up
On this endless game.

Cause who wants to be right as rain
It's better when something is wrong
I get excitement in my bones
Even though everything's a strain
When night comes and I'm on my own
You should know I chose to be alone
So who wants to be right as rain
It's harder when you're on top

Cause when hard work don't pay off
And I'm tired, there ain't no room in my bed
As far as I'm concerned
So wipe that dirty smile off we
Won't be making up
I've cried my heart out
And now
I've had enough of love

No room in my bed
As far as I'm concerned so
Wipe that dirty smile off we
Won`t be making up
I`ve cried my heart out
And now
I've had enough of love

a um dia do primeiro aninho

estava eu a fazer uma limpeza ao arquivo do meu registo para a posterioridade, quando resolvi averiguar a data da minha primeira mensagem para o mundo, qual no foi o meu espanto ao aperceber-me que faz amanhã, precisamente um ano! eu realmente, tenho de deixar de ter este feelings paranormais! :)
para que fique registado este momento, tenho a dizer que: não tenho nada a dizer! tenho-me sentido desprovida de imaginação, de palavras, de sentimentos, de ímpeto para libertar palavras (escritas e orais). o meu estado vegetativo, inerte impede-me.
posto isto, vou-me!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

letras que matam a sede

tenho saudades do teu conhecimento! ai esta sede... pano humedecido que levemente passou pelos meus lábios, deixando na minha boca um sabor enxuto...

quero beber do teu conhecimento e das tuas palavras; quero sentir o desconhecido pelas letras da tua voz... brilho nas palavras que proferes... confesso que fico deslumbrada só de ouvir o teu humor mordaz, sarcástico, mas tão verdadeiro...

tenho saudades que me instruam, por isso quero ouvir-te repetidamente, incessantemente, apaixonadamente

terça-feira, 18 de agosto de 2009

outra maka mais

a big maka é que os povos até que querem trabalhar, mas através da falta de luz na city, mais com o ajuntamento do "girador" do salo que não arranca só resta: ficar-se com os olhos vermelhos, espumar-se da boca (de tanto tédio) e em última estância ir-se visitar o afilhado!

tenho dito!

domingo, 26 de julho de 2009

cada um com o seu karikoko

queria esquecer-me de ti e não pensar que me sinto apaixonada por um ser "inexistente". queria que partilhasses a minha loucura e que te deixasse levar pela ilusão que somos um e um só, feitos da mesma massa; água e azeite perfeitamente dissolvidos um no outro. queria que o ímpeto de mergulhar em milhas transatlânticas te arrastassem para junto de mim... se ao menos os sonhos se transformassem em realidade e eu não tivesse que esperar mais por Ti...

larguei o livro com uma capa bonita a um canto (temporariamente); a memória de suas palavras relembram-me de várias realidades, uma das quais tão inequívoca como "Não me pertences!"

terça-feira, 7 de julho de 2009

um livro com uma capa bonita (parte II)

(...) e sinto saudades daquelas palavras tão belamente transcritas para o papiro digital...
quero beber mais das letras que transpiras nos teus joggings sprintados
quero teletransportar-me para junto de ti e aí ficar, aninhada, ouvindo todas essas histórias e estórias mirabolantes, deixar-me embalar, ninar no teu susurro que tanto acalenta minh'alma...
queria ter o dom da ubiquidade: ter-te a mim e a ti (...)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

porto sentido em mim

aqui estou meio perdida na ausência de palavras; meio perdida neste porto tão seguro e tão amado.
aqui estou tentando absorver em cada minuto, cada segundo que me promova momentos abandonados no passado...

porto pardacento, no qual eu me abandonei. escancarei-me no teu jeito fechado e desabrochei... revivo em ti, perco-me em mim e olhando para ti, olho para mim e de novo perco-me nesta cascata sanjoanina...

porto tão seguro que me traz de novo a casa. rendo-me perante a tua altivez e reduzo-me a uma pedra suja e gasta das tuas calçadas labirínticas mas sempre reconhecidas em mim tal minhas veias, minhas artérias, meu sangue, minha vida!


domingo, 31 de maio de 2009

nova lei da anatomia feminina

sobre uma mesa de vidro temperado, brindado pequeno almoço com cornflakes, foi descoberta uma nova lei: by madrinha e afilhada!

qualquer mulher que tenha as suas dimensões do corpo proporcionais, consegue com um braço e uma das mãos tapar os seus melões suculentos e com a outra mão o triângulo de fogo!

donde inferíamos que as duas somos desproporcionais: nem com duas mãos iríamos privar os voyeurs de apreciarem as nossas pommes apetecíveis!