sábado, 10 de outubro de 2009

Ritmo sem pés

Estou condenada à minha solidão

Abandonada por quem não tenho

Desprovida de companhia que nunca houve

Desemparelhada de parceiro inexistente


Presa no aconchego do “meu” apartamento

Sufocando na minha doce almofada

Cegando defronte do meu aspirador de palavras digitais


Tento combater com os Ex-combatentes do Paulo Flores

E pelas suas palavras e melodias me deixar levar

Embalar-me entre camaradas Kill Bill e Hoji a Henda

Sembando com a Dona Maria Luísa e no meio das cores da sua blusa

E Morro Bem…


Uma morte vegetativa


Queria sentir, entre cada costela, todas as gotinhas de suor a que tenho direito

De tanto gingar, sembar, sambar, salsar, kizombar, VIBRAR

Regressa a mim energia, falta de receio, imaturidade e naturalidade


Tenho saudades de ti, meu ser que há muito não te vejo, não te sinto

Sussurra e bafeja o roçar do teu reco-reco no meu corpo e revitaliza-me

Alma minha que te foste, sede a que me votaste

De voltar a ser a Bailarina

1 comentário:

Anónimo disse...

Olha o que me passou pela cabeça quando li este teu post... tristeza pura...


"Ela é menina, feitiço Ligeiro,
Fervo,expludo por Dentro,
E logo me entorpeço, por Inteiro!

Descobri o que sou (Foste tu...)

Sou incongruência,
A afluência,
Nesse ponto do Meio,
(De Paz, De Inquietude...)
(Quero-me de volta, não dói tanto!)
Puro Devaneio


Apetece-me Desaparecer,
Entrar em mim, estar no Escuro,
E não ser visto, e não Ver,
Preciso dessa sensação, ausência de Mundo

Se fosse tão Fácil...