segunda-feira, 22 de novembro de 2010

um pedaço de um diário


hoje vi "Diário de uma ninfomaníaca" e quantas vezes percebi o que a Valerie sentia... lembrei-me do que eu sou/fui (?)...

recebi a sua mensagem e percebi o quão eu gosto de ti e por isso não pude nem calar o desejo de bradar aos quatro ventos o que sinto.

cingi-me a um sussurro ao teu ouvido meio adormecido e chorei... ainda choro, mas sorrio e sinto uma paz dentro de mim porque sei que quase te amo só de saber que esta noite, mais uma vez, sonharás comigo!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

mas que dia é hoje?!

ontem não conseguia dormir
hoje acordei antes das seis da manhã
hoje, uma tristeza estranha apoderou-se de mim, como se tivesse perdido alguém ou alguma coisa, mas que ainda não me tivesse apercebido...
estranhamente, hoje só me apetece chorar
hoje, só me apetece ouvir músicas natalícias
hoje só me lembro de quem já partiu há dois anos atrás e pergunto-me porque era uma pessoa tão importante para mim...
amanhã, quero sorrir para o mundo e não quero mais estar assim...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

psiu... jikulo'messu

estás aqui, bem juntinho, bem pertinho, bem coladinho ao meu coração.
sinto, no canto dos meus lábios, o gosto do teu beijo e sorrio...
afinal o dia já começou?!
sim...
vejo aqueles olhos transparentes dizendo-me bom dia e num abraço entrelaçado respondo:
bom dia, para ti também

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

eu confesso

não me canso de lembrar da minha culpa:
... das vezes que dei a mão aquelas meninas, para largar a mão de outros três...


mea culpa... mea maxima culpa...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

P.: Hipócrita? R.: preseeente

sempre o mesmo caminho
sempre o mesmo trajecto
mas novas pessoas se assomam...
não as tratam como pessoas,
não olham para elas como pessoas
são corpos atirados para o meio de um passeio
deambulando sem rumo, entre contentores de lixo e sacos de plástico amontoados, cheios de merda!

pois! é assim que os tratam: iguais e não os distinguem dos montes de merda!!!!!

NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

porra, são pessoas?!

olho para mim; desvio o meu trajecto
finjo que não vejo ou desvio o olhar
HIPÓCRITA!!!!!!!!
sim sou, não o posso negar! mil vezes mais hipócrita!!!

revolto-me e aspiro o limiar da ira,
mas nada faço: só constato e relato
desejando que alguém actue.

mas espera lá! a acção não deveria partir de mim também?!
HIPÓCRITA!!!!!
mil vezes hipócrita!!!

no meu passo acelerado,
corpo perfumado,
cabelo penteado despenteadamente,
roupinha engomada e imaculada,
bloqueio a realidade...

não deixo de me questionar: porque cada dia que passa aparecem mais indigentes?! penúria...
será que a teoria do outro está certa: "são espiões do pai de todos os nós!"?!?!?

continuarei a desfilar-me,
no topo da minha hipocrisia,
olhando para para cada pedaço de carne humana, atirado num buraco do passeio de Luanda, como se fosse mais uma desprezível vagem caída daquela acácia amarela...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

pontos de interrogação com asas

encostaste a tua cabeça na almofada e olhaste para mim com esses olhos transparentes, semicerrados...
olhei para ti e cerrei os meus.




entreabri-os, voltei a fechá-los e depois, olhei para ti, vi-te e... calei o que ouvi de dentro de mim
questionaste por que razão os meus olhos estavam pregados nos teus
calei,
sorri e beijei-te




ainda agora pergunto-me o que senti
ainda agora não compreendi
mas um dia me dirás

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

je t'aime like you, too


senti-me impotente e inútil ao ver a tua falta de alegria
senti que deveria dizer-te que ia correr tudo bem e que acredito no teu bom senso
senti-me respeitada e ainda assim confusa porque não entendi o que se estava a passar
senti-me amada e ainda mais protegida, mas novamente inútil: não consegui retribuir o amor e carinho que a mim dedicas

olhei para dentro desse olhos transparentes e vi uma necessidade de resolução: vi determinação
confesso que vi mais qualquer coisa que não entendi, mas no final, disseste-me que sim e eu te recebi!

para ti, por ti e por nós aqui estarei sempre, a um verbo de distância!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ouvindo, sonhando e cantando





















ontem não me quis deixar adormecer... sentia que a cada segundo que os meus olhos se cerravam perdia mil segundos da tua companhia;
mas tu estavas lá e de lá não te irias abalar...

ontem viajei contigo para o Hawai, Tailândia, Polinésia Francesa e por lá nos deixamos ficar, naquelas areias aconchegados e enconchados...

ontem deixei-me embalar nas tuas, minhas palavras e beijaste-me. e estupefacta fiquei: como me conseguiste ler!!

ontem adormeci ao som do kissange da Sara Tavares (estava na minha cabeça)

hoje cantei para ti:
"ai mô fofo
ai mô fofucho"

"sou panca por ti, meu bem
todo o dia-a-dia
és tudo o que eu queria
meu prato do dia-a-dia!"

"e é amar-te assim, perdidamente
é seres alma e sangue e vida em mim
e dizê-lo cantando, a toda a gente..."

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

de joelhos e por cima do milho seco

confesso que:
a minha pele entra em pânico de cada vez que, ao meu pensamento, a tua imagem vem;
ela não sossega enquanto não sente o calor exalado pelos teus poros

confesso que:
um sorriso se desenha nos meus lábios (mesmo naquele que não vale nada) de cada vez que me recordo do teu

confesso que:
entro em verdadeiro estado de êxtase de cada vez que oiço um elogio não para mim, mas sim para ti (e só penso: não poderia estar mais certa!)

confesso que:
o meu receio aumenta, de cada vez que dedico as minhas palavras a ti: não quero que aconteça como às outras que esbanjei por aí em vão e sem retorno

confesso que:
sinto um vazio, bem preenchido, quando chego a casa, e tu lá não estás, mas logo me acalmo...



porque:
em mim tu sempre estás!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

pisca-me o olho e leva-me contigo

não sei se tenho ou não trabalho para fazer, só sei que não o quero fazer...

não sei se estão por aí assuntos importantes para tratar, só sei que não estou minimamente importada com eles...

passei parte da minha manhã a ver fotos do site do Massalo, aliás, passei a semana a fazê-lo! por momentos gostaria de ter sido captada, como ele fez às ilustres desconhecidas (umas bem conhecidas!)... enalteceu uma série de corpos sem rosto!

no outro dia captaste-me, com esses teus olhos transparentes, congelaste-me no teu tempo e desejei ver o que vias

se por momentos pudéssemos transladarmo-nos para olhos alheios e o mundo perceber segundo diferentes prismas, será que seríamos capazes de montar um puzzle, bem colorido, de zoom in's e zoom out's?!... como será um sorriso pixelizado? o mundo esbatido, desfocado (o astigmatismo anda à solta)... macro de um dente furado, um negativo da cartilagem do nariz...

será que seríamos pessoas mais compreensivas?! perspectiva e ângulo de visão... horizonte, nascer do dia e pôr do sol...

queria ver a noite pelos olhos teus e sem flash, iluminar-te tal tu me revelas...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

o meu fio de Ariadne

esqueço-me de quem sou, da minha existência e renasço naquele regaço...

vive em mim um motim, sedição dos meus sentidos e sentimentos: não sei o que os meus olhos inalam, o que os meus ouvidos perscrutam, que zumbido o meu nariz capta, muito menos o que os meus dedos vislumbram!!!

saboreio cada momento, cada pausa no tempo, neste meu tempo, neste nosso tempo! ampulheta tombada, e preguiçosamente a água de tal clepsidra se acama... e nela me deixo flutuar, dela levito no doce e quente ar do teu sussurro!

estou perdida! não!!! tu me encontras, sempre… daquele lugar inóspito onde um labirinto me encontrou, tu resgataste-me; do Minotauro, que era o meu mundo, tu me socorreste, e foste a minha Ariadne…

em deleite me encontro e deste êxtase não quero sair porque em mim não estou, mas em mim não quero estar!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

um imbondeiro


hoje acabei de escrever uma coisa que comecei há quase um ano. ainda assim, sinto necessidade de escrever mais e mais...

tenho a sensação que tenho andado desligada do mundo, que lhe tenho prestado pouca atenção!


tenho dias que sinto um dever incontrolável de prestar uma homenagem ao mundo, à vida, à minha vida, à vida dos meus amigos, à vida de quem eu amo e me ama também! quero abrir bem os braços e de um folgo só abraçá-los, abarcá-los e nunca mais largá-los!


(...)

quero plantar uma árvore (eu acho que já fiz isso quando era pequena), mas desta vez, um imbondeiro!! oh árvore majestosa e intrigante!! já repararam que no Cacimbo ela parece que está de cabeça para baixo?! as suas raízes esgueiram-se para os céus dando assim descanso aos galhos que durante longos dias, torridamente humedecidos, se debateram com a poeira que se (a)levanta no final de cada tarde alaranjada... e hibernam! hibernam até ao dia em que as raízes regressam à sua casa, voltam-se para o seu mundo subterrâneo... mas quero sim plantar uma árvore e ter a oportunidade de ver nela minhocas rastejando, aranhas, habilmente a tecer suas "ratoeiras", casulos em flor, debulhando borboletas... galhos iluminados por pirilampos dançando ao som inebriante das cigarras...
(...)

quero desfrutar, provar essa fruta madurinha, docinha que é a vida; lambuzar-me no seu sumo tal criança comendo uma manga do Mussulo e depois, deitar-me na areia e sentir o calor das ondas no mar a penetrar pelas minhas veias, atingindo o meu âmago e assim libertando-me...

geração sem ambição e sem coração

Palácio Dona Ana Joaquina Séc.XVIII

olho para os amigos dos meus pais, para as tias e tios, para as madrinhas e padrinhos, para os mais velhos, para as avós e para os avós e invejo-os... invejo-os porque eles sabiam o que queriam e do que precisavam. sabiam que armas usar, e se não soubessem, inventavam-nas. não tinham nada, ou o que lhes diziam que eles tinham; a cada passo que davam para a frente para a alcançar ,dois aumentavam ao seu trajecto...


nós temos tudo e por isso não sabemos lutar por aquilo que precisámos... muito menos damos valor ao que nos dão, ou que simplesmente está à nossa disposição!

vamos todos kizombar no dia 10 de Novembro!!! mas muitos ignoram que se temos o dito privilégio de desbundar no dia que antecede o da Dipanda foi porque, ou na sua casa, ou na casa do vizinho alguém deu lágrimas, suor, um dia (ou mais) sem comer, horas intermináveis numa prisão desconhecendo a sua sorte... na sua casa, ou na do nosso vizinho, deram filhos, pais, mães, sobrinhos, irmãos: sangue, para hoje, um zé ninguém poder ter o poder de comprar um Tubarão, casas de 5 milhões de dólares...

tenho vergonha de mim por pouco ou nada fazer para que a floresta da Ilha de Luanda não desapareça, para que existam, novamente flamingos no Mussulo, ou para poder voltar a apanhar kitetas na ilha (sim! cheguei a fazer isso!!)

corroo-me com a minha inacção, por não gritar, esbravejar em viva voz contra a chacina cultural, histórica e arquitectónica que as cidades, vilas, aldeias, kimbos, deste país magnificamente inclassificável vai sofrendo.

que nos impregnemos em algo mais do que o nosso comodismo e egoísmo; saibamos reeducar: extinguir a matumbice, incultura e a falta de civismo; valorizemos quem se dilacerou, esventrou e se apagou para podermos ser livres como nos conhecemos

mas menos ainda: não conspurquemos a alma de quem nos deu a liberdade!

domingo, 8 de agosto de 2010

não pode!! :)


o meu ego foi atingido pela minha ingeniudade, manipulado por vinte e uma primaveras e está preste a ser dissecado pela minha auto-estima...

gostaria de ter maturidade suficiente para saber lidar como o meu Eu e capacidade para saber dizer: "I'm too old for this shit!" mas só consigo pensar: "Daaaaammnnnnn, it feels so good!!" (ahahahahah - este é o meu riso maléfico!)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

e voltou tudo ao mesmo?!

rapidamente me esqueci de quem amava
não sei se foi esquecimento ou desistência definitiva
não deixou vazio, creio... pelo menos não o sinto
mas porque igualmente e rapidamente deixei que os meus cabelos tricolor fossem afagados por mãos alheias
naquele peito abandonei-me, novamente...
sabe bem, mas sabe mal
quero-o mas não o quero
bem ou mal (muito mal)
são aqueles braços que me confortam...

o meu novo amor


confesso: tenho um novo amor na minha vida!!
não por me fazer sentir amada e protegida,
não por ser o meu amigo incondicional,
não por ter o dom de acabar as minhas frases ou entender os meus pensamentos antes mesmo de eu os ter organizado

o meu amor, desenha o que sinto... e aqui o apresento ao mundo!





Encontrar em:www.ponandzi.com

quinta-feira, 18 de março de 2010

a encomenda para benguela

esta eu tenho que partilhar com o mundo!!!


.... já está tudo emmalotado, fitacolado só falta mesmo o fio de xijal!

tradução: "já está tudo embalado em malotes, com fita-cola, só está a faltar o fio de sizal
!"

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

o Cabo da Boa Esperança

ao longe fica aquele magnífico Atlântico: marinho profundo coroado com uma espuma resplandecente (sabe a sorvete de limão, tal é a frescura do seu sabor...)

saudades daquela luz, vida, daquele sol luminoso
escalda a minha pele só de saudade da tua paz e da tua inconstância, da tua alegria...

regressa a mim a liberdade que me dás, devolve-me a meninice que não tive oportunidade de viver

deixa-me viajar nos teus sons, nos teus ritmos... (s)acode o meu corpo e sossega-me a alma

a minha canção de embalar

não sei ao que sabe, nem sei ao que cheira...
não sei que sensação me dá...
só sei que me põe um sorriso nos lábios, acalenta e apazigua a minha alma

fiz questão de não gravar...
o sabor dos teus beijos, o odor da tua pele, o toque dos teus dedos, o deslizar do teu nariz pelo meu pescoço, o roçar da tua barba, o aperto dos teus abraços...
mas são essas mesmas não-lembranças que me ninam e mimam durante as noites...

réplicas, num presente, de um passado que não passa

não me queria deixar entorpecer por esta saudade
não queria ficar nesta expectativa, que só eu criei, de receber um sinal do além...
não é do Japão, não... é da terra do Sol poente... das terras aonde perdi o meu norte, naquele nordeste desconhecido...
não queria estar neste não-estado de ilusão de um futuro (inexistente e) infalível, que estranhamente que só não é exequível pela mesma razão que o torna infalível: o sonho!

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança

António Gedeão




nem pedra nem ferro amolecem a vontades: elas não têm a força da água... infelizmente, também não são soluto em minhas lágrimas secas, nos meu gritos mudos: meus solventes ineficazes... não tenho solução?!

não sei a que me agarrar: se à racionalidade se à esperança vã...



Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.

Camões


Não tão dramática, não tão fatalista, mas igualmente suplicante...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

hoje acordei com a Mafalda

por ter acordado com ela obriguei-me a dizer que:
  • cada dia que passa mais me custa, mais me revolta, ter que me levantar de cada vez que o despertador toca
  • cada dia que passa mais insuportável se torna estar trancada num sítio que quase abomino, que me sufoca, que me destrói, que me desvitaliza, que me corrói por dentro
  • cada dia que passa mais vontade tenho de chorar...
  • ... mas em cada dia que passa mais energia arranjo para suster as lágrimas dentro de mim, pensando com esperança, no dia em que poderei libertá-las por júbilo: o dia em que eu me libertar da prisão em que me encafuei... mea culpa, mea maxima (e única) culpa
preciso de férias comigo, com o meu ser, para me encontrar!
só aí me poderão encontrar

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Vamos Fugir!

Vamos fugir
Deste lugar, baby

Vamos fugir
tô cansado de esperar
Que você me carregue.

Vamos fugir

Pro outro lugar, baby

Vamos fugir

Pra onde quer que você vá

Que você me carregue


[Refrão]

Pois diga que irá

Irajá, Irajá

Pra onde eu só veja você,

Você veja-me só

Marajó, Marajó

Qualquer outro lugar comum, outro lugar qualquer

Guaporé, Guaporé.

Qualquer outro lugar ao sol, outro lugar ao sul.

Céu azul, céu azul.

Onde haja só meu corpo nu

Junto ao seu corpo nu


Vamos fugir

Pra outro lugar, baby.

Vamos fugir

Pra onde haja um tobogã,

Onde a gente escorregue

Vamos fugir

Deste lugar, baby.

Vamos fugir
tô cansado de esperar
Que você me carregue.


Pois diga que irá

Irajá, Irajá

Pra onde eu só veja você,

Você veja-me só

Marajó, Marajó

Qualquer outro lugar comum, outro lugar qualquer

Guaporé, Guaporé.

Qualquer outro lugar ao sol, outro lugar ao sul.

Céu azul, céu azul.

Onde haja só meu corpo nu

Junto ao seu corpo nu


Vamos fugir

Pra outro lugar, baby.

Vamos fugir

Pra onde haja um tobogã,

Onde a gente escorregue

Todo dia de manhã

Flores que a gente regue

Uma banda de maçã

Outra banda de Reggae
tô cansado de esperar
Que você me carregue.

Todo dia de manhã

Flores que a gente
Regue
Uma banda de maçã
Outra banda de Reggae

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Skank