esqueço-me de quem sou, da minha existência e renasço naquele regaço...vive em mim um motim, sedição dos meus sentidos e sentimentos: não sei o que os meus olhos inalam, o que os meus ouvidos perscrutam, que zumbido o meu nariz capta, muito menos o que os meus dedos vislumbram!!!
saboreio cada momento, cada pausa no tempo, neste meu tempo, neste nosso tempo! ampulheta tombada, e preguiçosamente a água de tal clepsidra se acama... e nela me deixo flutuar, dela levito no doce e quente ar do teu sussurro!
estou perdida! não!!! tu me encontras, sempre… daquele lugar inóspito onde um labirinto me encontrou, tu resgataste-me; do Minotauro, que era o meu mundo, tu me socorreste, e foste a minha Ariadne…
em deleite me encontro e deste êxtase não quero sair porque em mim não estou, mas em mim não quero estar!

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