terça-feira, 31 de agosto de 2010

o meu fio de Ariadne

esqueço-me de quem sou, da minha existência e renasço naquele regaço...

vive em mim um motim, sedição dos meus sentidos e sentimentos: não sei o que os meus olhos inalam, o que os meus ouvidos perscrutam, que zumbido o meu nariz capta, muito menos o que os meus dedos vislumbram!!!

saboreio cada momento, cada pausa no tempo, neste meu tempo, neste nosso tempo! ampulheta tombada, e preguiçosamente a água de tal clepsidra se acama... e nela me deixo flutuar, dela levito no doce e quente ar do teu sussurro!

estou perdida! não!!! tu me encontras, sempre… daquele lugar inóspito onde um labirinto me encontrou, tu resgataste-me; do Minotauro, que era o meu mundo, tu me socorreste, e foste a minha Ariadne…

em deleite me encontro e deste êxtase não quero sair porque em mim não estou, mas em mim não quero estar!

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