sexta-feira, 20 de agosto de 2010

um imbondeiro


hoje acabei de escrever uma coisa que comecei há quase um ano. ainda assim, sinto necessidade de escrever mais e mais...

tenho a sensação que tenho andado desligada do mundo, que lhe tenho prestado pouca atenção!


tenho dias que sinto um dever incontrolável de prestar uma homenagem ao mundo, à vida, à minha vida, à vida dos meus amigos, à vida de quem eu amo e me ama também! quero abrir bem os braços e de um folgo só abraçá-los, abarcá-los e nunca mais largá-los!


(...)

quero plantar uma árvore (eu acho que já fiz isso quando era pequena), mas desta vez, um imbondeiro!! oh árvore majestosa e intrigante!! já repararam que no Cacimbo ela parece que está de cabeça para baixo?! as suas raízes esgueiram-se para os céus dando assim descanso aos galhos que durante longos dias, torridamente humedecidos, se debateram com a poeira que se (a)levanta no final de cada tarde alaranjada... e hibernam! hibernam até ao dia em que as raízes regressam à sua casa, voltam-se para o seu mundo subterrâneo... mas quero sim plantar uma árvore e ter a oportunidade de ver nela minhocas rastejando, aranhas, habilmente a tecer suas "ratoeiras", casulos em flor, debulhando borboletas... galhos iluminados por pirilampos dançando ao som inebriante das cigarras...
(...)

quero desfrutar, provar essa fruta madurinha, docinha que é a vida; lambuzar-me no seu sumo tal criança comendo uma manga do Mussulo e depois, deitar-me na areia e sentir o calor das ondas no mar a penetrar pelas minhas veias, atingindo o meu âmago e assim libertando-me...

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