sábado, 6 de setembro de 2014

Bia, Não me faças perguntas cuja resposta desconheço

Terá sido a forma como olhaste para mim quando me convidaste para dançar?
Terá sido a forma como os teus braços envolveram o meu corpo, naquela primeira dança?
Terá sido o teu sorriso que me raptou a alma e levou-me a sorrir de volta?
Terá sido a pura curiosidade por estar perante um objecto desconhecido?
Terá sido a tua carícia?
Terá sido o facto de me teres “ignorado” quando eu mais desejava falar contigo e não tinha o que dizer e muito menos como dizê-lo?

Já não acreditava que poderia voltar a amar alguém e de repente, apareces tu, do nada, no meio de uma dança, no meio de tanta gente.

És mesmo o meu Tio Patinhas?! Só pode! É a única resposta que posso aceitar como certa, porque se não fores, porque motivo fico tão desorientada, tão desconcentrada, tão a flutuar?!

A minha alma flutua, flutua, flutua! Cada vez voa mais alto, tipo um papagaio largado ao vento e por ali fica desenhar as suas piruetas no ar, dançando ao sabor dos teus mandamentos.

Já não acreditava que alguma vez me poderia deixar ir e ficar desta forma descontrolada, quase no limiar da insanidade.

Por mim, não dormiria uma noite sequer, só para poder aproveitar ao máximo os momentos em que me acusas de abalar as crenças do Camões... momentos em que este TGV já não pode ser parado. Toda a viagem é fascinante: as diferentes paisagens geradores de êxtase, o pára-arranca, a entrada e a saída de um passageiro misterioso... e a paragem terminal ainda por vir!

Sou tomada pelo medo e inquietude. Vou ignorá-los e dizer-me: “Em breve beijarás aqueles lábios, abraçarás toda aquela massa que te transporta para outra galáxia e daquele sabor forte em chocolate, novamente provarás com tanta ou mais intensidade.”

Rita, vou cumprir com a tua “ordem”: Fazer o que meu coração manda.

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