segunda-feira, 25 de maio de 2009

assisto de camarote

E assisto de camarote!
É bonito de se ver, apesar de não perceber metade dos meandros da situação. Percebo que alguma coisa se passa, mas não saberia fazê-la. Eles entendem-se; eles de uma maneira, só deles, apreciam-se; eles não percebem o que um e o outro sentem; eles não percebem que estão na mesma onda; eles não percebem que querem o mesmo e que se dedicam a momentos clonados.
Não digo que é amor, pois eu própria não sei o que isso é muito menos o que represente, como se apresenta. Digo que é empatia, entendimento e entretenimento…
Apesar de gostarem bastante de café e de um copinho de leite bem fresquinho, não há qualquer galão escuro à mistura: eles serão certamente a mistura. Proporcionarão a verdadeira mistura?! Não sei, só um e um decidirão fazer dois, por eles próprios… creme de moca, bem docinho; divertido nas suas piruetas.
O sotaque dos maconginos é perdido nas conversas travessas, nos trejeitos lânguidos lançados por cada um. Temerários, receosos, cautelosos? Não sei…
Continuarei a assistir de camarote, mas mil vezes desejaria ter um intérprete / tradutor / instrutor ao meu lado. Um dramaturgo para a minha vida. Talvez assim, um dia, poderia ser eu a actriz principal. Até lá estarei presa neste eterno lago dos cisnes, fascinada pelo bailado alheio…

2 comentários:

Anónimo disse...

Assim é de quem é que estás m'boramente a falar???

hershinha disse...

oras de quem...?